Brasil vence Croácia de virada por 3 a 1 com gols de Neymar e Oscar

Brasil-Neymar-Eduardo-Viana-LANCEPress_LANIMA20130615_0139_26Mão direita no ombro à frente, energia conectada de um time inteiro. Um minuto e sete segundos durou a versão abreviada do hino brasileiro. Mas o que provocou as lágrimas dos jogadores era o que viria a seguir: o hino à capela, a vantagem emocional de um estádio inteiro a favor. Mas quando a Copa se materializou no pontapé inicial, havia ali uma Croácia segura, bem organizada, dona do primeiro chute a gol.

E mais do que isso. Olic cruzou rasteiro, a bola passou por Thiago Silva, e Jelavic tocou de leve e Marcelo também tocou de leve: era esse o problema: gol contra, o primeiro da seleção na história das copas.

E os nossos cruzamentos? O de Oscar fez Neymar pular, se esticar e nada.

Uma cotovelada em Modric custou a Neymar o primeiro cartão amarelo da Copa. E parte da iluminação do estádio caiu por alguns minutos. Era tudo muito preocupante. Mais cruzamento na área. E nada.

Se Neymar tem fama de cavar falta, não foi o que fez quando chegou à linha de fundo, resistiu de pé, e Oscar parou em Pletikosa.

A Croácia seguia ameaçando nas bolas aéreas. Uma, Júlio César pegou.

Começaria, então, uma reação a partir dos dois titulares mais jovens da seleção: Oscar se livrou de três e deu a Neymar a oportunidade de fazer história. E ele fez.

Com a perna esquerda, um chute no limite da precisão, trave e rede. Oscar e Neymar, eles têm 22 anos e seriam os protagonistas de um jogo dramático.

Segundo tempo e Oscar se entendia com Daniel Alves. Era cercado e caçado pelos croatas.

E por onde andava Fred? Quase não era acionado. E Neymar sofreu falta, que Daniel Alves não soube aproveitar.

Até que Oscar cruzou e o juiz deu pênalti, de Lovren em Fred. Os croatas reclamaram. Eles tinham alguma razão.

Caberia a Neymar a responsabilidade da cobrança. Bola e goleiro na mesma direção. Chegou a tocar nela. Mas o destino era a rede. Até o pênalti foi sofrido, mas o Brasil virou.

Não era uma vantagem tranquila. Júlio César faria uma, duas defesas difíceis. Sufoco em Itaquera, vitória ameaçada. Mas as substituições foram bem sucedidas. Ramires, o último a entrar no jogo, roubou a bola e tocou para Oscar.

E ele tinha uma surpresa sutil para mostrar. O inesperado toque, um biquinho consagrador. Um gol para coroar uma atuação brilhante.

Agora sim, a torcida pôde respirar, se acalmar: 3 a 1. Vinte e três brasileiros, mais 61 mil brasileiros, era igual à felicidade na Arena Corinthians.

Foi o primeiro capítulo feito de sofrimento e alívio. A pressão da estreia não existe mais. Se esse é o roteiro do Hexa, então ele começou muito bem.

Fonte : Jornal Nacional

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