Seja solidário !

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Elizete Malafaia é pastora, psicóloga, terapeuta de família e coordenadora do Grupo de Terapeutas Cristãos

Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai (Colossenses 3.17)

Todo ser humano nasce egoísta. Somente nos tornamos solidários por meio de nossa humanização, que se dá em nossos relacionamentos e a começar na família, a primeira agência socializadora.

Não é a explicação que leva alguém a ser solidário, mas a educação e a prática do exercício da solidariedade, pois é praticando que se consolida o conhecimento. Desde cedo, as crianças devem ser ensinadas a amar o próximo, a dividir seus brinquedos, a entender que não podem ter tudo o que querem e que, independente do nível social, todas as pessoas são iguais perante a lei e diante de Deus. Do contrário, infelizmente, poderão se tornar altamente egoístas e individualistas.

Se a criança não sabe o que é solidariedade, ela terá dificuldades em compartilhar seus bens materiais, seus afetos e em se compadecer do próximo. Não participará de nenhuma tarefa como voluntário, seja na escola, no trabalho ou na igreja.

Até os animais entendem o segredo do trabalho em conjunto. Veja o exemplo das formigas. Trabalham em unidade e se ajudam mutuamente. Nós, seres sociais, nascemos com um potencial para sermos solidários, e que precisa ser desenvolvido, ensinado e praticado para se tornar um hábito comum.

A solidariedade deve ser ensinada na família, na igreja e na escola. É importante educar a criança para que tenha a alegria e o prazer de servir ao próximo, sentimento que pode ser estimulado em visitas a hospitais, creches, asilos e comunidades carentes. Em casa, os pais devem sempre ensinar aos filhos a praticarem uma boa ação, sem obter nada em troca. O maior ensino é o nosso exemplo.

Mostre para seus filhos que uma criança em condição de pobreza tem o mesmo valor que qualquer outra. A única diferença é o lugar social. A experiência de sermos reconhecidos como gente nos faz bem e torna nossa autoestima saudável. A igreja como lugar de cura do corpo, da alma e do espírito, deve ser um local de incentivo à solidariedade e à compaixão, pois falamos do evangelho que é a boa nova.

O trabalho solidário é um grande ato de voluntariedade, e Jesus é o nosso maior exemplo de solidariedade e voluntariedade. Ele deixou a Sua glória para vir a este mundo. Ofereceu a Sua vida em sacrifício sem querer nada em troca. Morreu por mim e por você, garantindo-nos o direito à vida eterna. Que exemplo lindo de solidariedade, compaixão e voluntariedade (Filipenses 2).

Neste final de ano, faça uma reflexão sobre sua vida. Você precisa ser uma pessoa mais solidária, doando uma parte de seu tempo para trabalhos voluntários, transmitindo confiança, apoio, carinho, acolhimento, afeto, coragem, fé, atenção e doando algo que marque a vida de alguém necessitado.

Certa vez, li a história de um soldado que entrou em uma padaria e viu um menino olhando os pães doces. Seus olhos brilhavam. Então, ele perguntou ao menino: “Você quer um pão doce desses?”. Ele respondeu rapidamente: “Sim”. Ele comprou o pão doce e deu para o menino. Quando estava saindo da padaria, o menino foi atrás dele, puxou seu casaco e perguntou: “Tio, o senhor é Deus?”.

Seja Deus para alguém neste final de ano e no ano que vem. Seja mais solidário. Ore e peça ao Senhor para direcioná-lo na área em que Ele quer usá-lo.

Feliz Natal e um Ano Novo abençoado!

 

 

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