O PAPEL DA IGREJA NA ATUAL CONJUNTURA POLÍTICA DO BRASIL

Pastor José Wellington Fagundes

Dr. José Wellington Fagundes Marins, Pastor presidente da Comunidade Cristã Oásis, Casado, pai de 2 filhos graduado pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, com curso de pós graduação pela FEMPERJ – Fundação Escola do Ministério Público – RJ.

A igreja foi chamada para ser sal da terra e luz do mundo o que sugere que ela deva exercer influência em todos os aspectos, inclusive político, em que pese reconhecer não ser essa sua missão precípua. Os grandes avivamentos na história da igreja incluíram ações nas áreas sociais/políticas. Nós somos cidadãos de dois reinos. (o crente não pode ser nem um alienado e nem um alienígena).

Em sua oração sacerdotal Jesus deixou claro “não o peço que os tire do mundo”.  O meu dever de orar não exclui nem é incompatível com o meu dever de exercer a minha cidadania, protestando, reivindicando, etc.

Conforme bem pontuado pelo Pr. Marcos Aurélio, da Comunidade Cristã Oásis, “a igreja ora muito pouco pelos seus governantes como orienta a Palavra de Deus. Mas não podemos nos esquecer de que historicamente a Igreja sempre se posicionou contra toda a forma de corrupção e injustiças. Homens como Martinho Lutero, Calvino, Martin Luther King e tantos outros eram homens de profunda oração, mas se levantaram contra este estado de coisas. Certamente se vivessem no nosso Brasil de hoje, provavelmente o encontraríamos nas ruas encabeçando um desses movimentos anticorrupção.

Precisamos lembrar, ou saber que conquistas históricas como libertação dos escravos, melhoria das condições de trabalho nas fabricas, pelos direitos humanos foram conquistas de protestantes que se pronunciaram contra as distorções.

É hora da igreja protestar sem nenhum viés político, mas lamentavelmente quando a igreja se manifesta neste sentido é só para apoiar A ou B. Pessoas que possam trazer algum benefício para a minha congregação ou para mim.

Gostamos de ficar bem na foto com os políticos e muito constantemente os púlpitos de nossas igrejas tornam-se palanques para receber políticos dos diversos matizes desde que possam saciar também a nossa sede de fama e poder.”

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