A festa do Grande Rei

Ministro do Evangelho , pastor auxiliar da ADIG (Assembleia de Deus na Ilha do Governador) Conferencista Internacional casado com a cantora Mízi Lenne, pai de Três filhos.

Ministro do Evangelho , pastor auxiliar da ADIG
(Assembleia de Deus na Ilha do Governador)
Conferencista Internacional
casado com a cantora Mízi Lenne, pai de Três filhos.

Nessa parábola, Jesus descreve o Reino dos Céus como sendo uma festa de casamento preparada por um Rei em honra ao seu Filho. Três assuntos são tratados nessa parábola. Ela fala sobre o reino dos céus; ela fala que a festa é do Pai em honra ao Filho; ela fala também de pessoas que não aproveitam o chamado que receberam. Nessa história também encontramos a denúncia de dois problemas graves que acontecem. O fato de que o Rei foi desprezado pelos primeiros convidados e também a questão de que um dos novos convidados achou que poderia participar da festa do Rei sem trocar de vestes.

O Rei dessa festa representa o próprio Deus Pai, o Todo Poderoso. O Filho que vai casar é o próprio Jesus. Os primeiros convidados são os descendentes de Abraão, a linhagem escolhida. Abraão recebeu uma grande promessa de Deus (Gn 17.1-9) de ser pai de uma multidão de nações. Essa palavra foi plenamente cumprida. De Abraão, do seu sangue e da sua fé, descendem os representantes das três maiores religiões monoteístas do planeta: judaísmo, islamismo e o cristianismo. As duas primeiras descendem por sangue, a última por fé (Gl 3.7, Rm 4.16).

Antes do cristianismo se estabelecer, e até mesmo depois, de um lado e do outro, dentre os descendentes de Abraão, por linhagem sanguínea, todos entendiam que para a festa do Messias (o Filho do grande Rei/Deus) só os descendentes de Abraão poderiam participar. Eles eram os convidados oficiais. O primeiro chamamento para a festa foi feito à eles, em especial aos judeus (visto que os islâmicos sempre estiveram a parte nessa questão, o que em outra oportunidade poderemos tratar). Mas, os judeus recusaram honrar o Cristo e se negaram participar da festa que o Grande Rei preparou (Jo 1.11).

Diante de tamanha recusa, o Rei castiga os primeiros convidados pela desfeita, mas insiste me seguir com a festa. É aí que surge a ideia de convidar pessoas que não constavam na lista. Gente comum, de qualquer linhagem, de qualquer histórico sócio familiar.  Os termos do novo convite são claros: “chamem a todos quantos encontrarem, bons ou maus”. Aqui não entra mérito.

Os mensageiros não deviam perguntar de que família as pessoas eram ou avaliar o caráter de cada um. Pessoas de todo tipo foram convidadas e muitos aproveitaram a oportunidade. O Rei só queria uma coisa: a casa cheia. Se a história fala de Reino dos Céus, a casa desse grande Rei não é desse mundo. Estamos diante de um chamado para as mansões celestiais. Estamos falando de vida eterna com Deus.

Percebendo agora que o chamado feito pelos mensageiros do Rei diz respeito à vida eterna, perguntamos então: por que muitos convidados não quiserem ir à festa? A resposta está implícita ao contexto, mas ela é lógica. Muitos recusaram o convite porque não pretendiam honrar o Filho do Rei. E quem não honra ao Filho também desonra ao Pai. Quem recusou o convite fez isso porque não tinha interesse nas coisas do Rei. Simples assim. Quem quer faz, quem não quer arruma um desculpa. Foi isso que eles fizeram quando recusaram o convite do Rei.

Quem hoje se encontra previsto para participar das bodas do Cordeiro (casamento do Filho de Deus), deve entender primeiro que, somos um enxerto. Não era para nós (Rm 11). Não merecíamos tamanha oportunidade e graça.

Segundo, quem hoje está previsto para a linda festa que o Pai preparou para o seu Filho, deve se preparar para ela. Fomos chamados estando vivendo de qualquer maneira. Mas isso não nos dá o direito de achar que podemos entrar no céu de qualquer maneira. É imprescindível que vivamos, entre o momento em que aceitamos o convite e o momento em que a festa começará de verdade (ou seja, no dia do arrebatamento da igreja – 1Ts 4.16-17), uma mudança radical das nossas vestes (morais, comportamentais e espirituais).

O Evangelho é uma boa notícia. O Grande Rei nos convidou para a gloriosa festa em honra ao seu Filho. Ele não exigiu que merecêssemos receber esse convite. Mas, o Evangelho não é apenas um convite a quem não merecia recebe-lo. O Evangelho é também um apelo para uma mudança. Mudança de vestes. As vestes no contexto bíblico representam nosso caráter. Quem aceitou o convite do Rei deve aceitar também a mudança de seu caráter. Tudo em nós deve mudar (2 Co 5.17).

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