Evangélicos são campeões de voto para a Câmara do Recife.

Três candidatos do segmento evangélicos lideraram a disputa de votos pela Câmara do Recife na eleição realizada neste domingo (2). No topo da lista, aparecem a missionária Michele Collins (PP), com 15,357 mil votos, seguida da irmã Aimée (PSB), com 14,338 mil votos, e Fred Ferreira (PR), com 14,277 mil votos. Tanto Michele como Aimée fazem parte da Igreja Assembleia de Deus e foram reeleitas. Já Fred Ferreira é genro do ex-deputado e pastor Manoel Ferreira (PR) e conquistou sua primeira eleição.

Fred vai ocupar o espaço deixado pelo “clã Ferreira” na Câmara, cujo o último representante foi o atual deputado André Ferreira (PSC), eleito o vereador mais votado na eleição de 2012. Fred utilizou o mesmo jingle de André nas duas últimas eleições da Casa. A família ainda tem o deputado federal Anderson Ferreira (PR), que disputa o segundo turno para a Prefeitura de Jaboatão com Neco (PDT). Todos os três candidatos mais bem votados para a Câmara tem como lema a “defesa da família” (tradicional).

Além dos evangélicos, a eleição para a Câmara este ano também trouxe outras surpresas, como a perda de mandatos de nomes conhecidos do eleitorado recifense, que não renovaram o mandato. Estão na lista o atual presidente da Casa, Vicente André Gomes (PSB), Jurandir Liberal (PT), Dra. Vera Lopes (PPS) e Henrique Leite (PDT). O Democratas também não elegeu sequer um parlamentar.

Apostas como o ex-vice prefeito do Recife, João da Costa e o vereador Osmar Ricardo, ambos do PT, também não conquistaram uma vaga na Câmara. Essa é a segunda derrota de João da Costa numa eleição após deixar a prefeitura. A primeira foi em 2014, quando tentou se eleger, sem sucesso, para a Câmara Federal.

No quesito renovação, chamam a atenção a primeira eleição de um vereador do PSOL na Casa, o jornalista Ivan Moraes, o filho do deputado federal Augusto Coutinho (SDD), Rodrigo Coutinho (SDD) e a filha do vereador Estefano Menudo (PSB), Natália de Menudo (PSB). O pai dela sofre um processo por formação de quadrilha, falsificação de documento público, tortura e concussão, do qual corre no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Fonte : Diário de Pernambuco 

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