Líder cristão ex-muçulmano fala de sua conversão

Ismail* é um irmão palestino que lidera um grupo de cristãos ex-muçulmanos na Cisjordânia. Hoje, com quase 40 anos, ele relembra os tempos em que aceitou a Jesus, cerca de 20 anos atrás, quando ainda era um adolescente. Como palestino, ele cresceu numa família muçulmana fervorosa. Seu avô era um estudioso da religião. Mas foi ele que despertou ainda mais a curiosidade de Ismail sobre Jesus. Um dia, o menino perguntou ao avô como os cristãos poderiam acreditar que Jesus era o filho de Deus. Sua rude resposta foi: “Não pense, não há resposta. Os cristãos inventaram essa história”. Isso foi muito pouco para a mente ansiosa por conhecer a verdade de um garoto que já se dedicava a memorizar todo o Alcorão.

Foi no Islamismo que ele começou a buscar a verdade sobre Jesus. Mas Ismail não ficou satisfeito e partiu para estudar a Bíblia junto com seu primo através de um material recebido via correio. Ele também foi apresentado por um vizinho a um grupo de estudantes cristãos. As perguntas do adolescente sobre Jesus eram tantas, que tiveram que levá-lo ao pastor. O que mais o fascinava era como os cristãos oravam diretamente a Deus. Um dia ele fez o mesmo, falou palavras bonitas, mas não sentiu nenhum efeito. Até que teve um sonho em que um homem lhe dizia: “Siga-me”. Daí em diante, Ismail se tornou um seguidor de Jesus. Foi aí também que os problemas começaram para ele.

Ele foi expulso de casa, pois deixar o Islamismo significava envergonhar toda a família e comunidade. “Eu perdi meu status e minha família. Meu pai disse para eu ir embora e nunca mais voltar”, lembra Ismaeil. Ele também experimentou pressão dentro do corpo de Cristo. Os irmãos não confiavam totalmente nele por ser um ex-muçulmano e não lhe davam oportunidade de desenvolver a liderança. Foi aí que ele iniciou seu grupo de cristãos ex-muçulmanos que se reúne secretamente. Apesar de a parte mais difícil das lutas que enfrentou estar no passado, ele ainda encara o estigma da sociedade e da comunidade cristã. Mas como alguém que achou em Deus aquilo que preenche toda sua existência, Ismail afirma: “É verdade que pertencer a Jesus significa ter paz, mas viver com Cristo sendo um ex-muçulmano será uma dificuldade por toda a vida”.

Fonte: Portas Abertas

Deixe uma resposta